Artigos


CRIARAM UM FANTOCHE E O CHAMARAM DE DEUS

Por Paulo Silva | 01 de Outubro de 2018
CRIARAM UM FANTOCHE E O CHAMARAM DE DEUS

O pior engano na vida do homem é quando ele ouve a própria alma e atribui essa voz à voz de Deus. Não há bipolaridade em Deus, tão pouco esquizofrenia. Somos nós que em nosso impulso adâmico buscamos as mais diferentes escusas para barrar o processo natural do amadurecimento. Crescer dói e esse processo demanda esforço, decisões e posicionamento. É sempre mais fácil culpar um JUDAS por tudo aquilo que vai mal ou está errado em nossas vidas. Culpamos o diabo, os pais, os chefes, os pastores e alguns até culpam a Deus. Geração de meninos, bora crescer e isso se faz assumindo as responsabilidades. Jesus uma vez falou: Quando o filho do homem vier, porventura achará fé na terra? Chega me dá arrepios de olhar como a nossa geração está tão desacreditada de tudo, tão sem fé e consistência cristã. Na era das ferramentas de auto ajuda e dos pensamentos humanistas, estamos cada vez mais longe de Cristo e mais próximos do nosso próprio ego. Tudo é por mim, para mim e só pode acontecer se for através de mim. A falta de paternidade e o excesso de “dengo”, tem gerado os famosos megalomaníacos. Geração com a síndrome luciferiana, mimada, solúvel, volúvel! Sim, na ausência de uma paternidade saudável que pudesse nos apontar o caminho ao verdadeiro Deus, tivemos que montar o nosso próprio “deus”; ele é do nosso jeitinho… muda de ideia todo dia, é partidário, apoia as nossas indecências e independências e resume o amor apenas ao colo e beijos. Seria esse o Criador do Universo?

Deus não é bipolar, nós até podemos ser. O que chamamos de cristianismo hoje, na verdade é o “eunismo”, pois no cristianismo é DEUS quem exerce o governo. Só que hoje fugimos disso né? Não falo do controle de líderes esquizofrênicos, falo sobre não nos submetermos ou nos rebelarmos às verdades do evangelho. Talvez a errônea ideia sobre uma graça que nos apoia e aprova em tudo, seja uma das razões para sermos tão inconsistentes na fé, gerando assim uma ideia imatura sobre o que realmente venha a ser a graça. Se quisermos de fato conhecer a Deus, precisamos abraço-lo como um todo. O amor é tanto a projeção quanto o confronto, é tanto o abraço quanto a correção. O fato de não temos recebido isso em casa, tem nos prejudicado hoje em nosso cristianismo.

Ele nos ama e por isso decidiu nos incluir em seus sonhos e projetos, mas isso não quer dizer que sejamos mais especiais que os outros. Quando o filho do homem vier, achará fé em nossos corações? Olhemos para o exemplo dos heróis da fé, que sofriam com alegria, se comprometiam de propósito e por isso viveram o extraordinário que tanto nos espelhamos e buscamos hoje. Quem não se compromete com grandes desafios jamais desfruta de coisas excelentes. Vamos parar de dar desculpas e vamos assumir as responsabilidades. Deus não é menino, não é fantoche do homem e nem tem que aturar as nossas meninices. Bora crescer, parar de reclamar e investir essa energia em ser semelhantes a Jesus.



Paulo Jonatas da Silva


Deixe seu comentário


Comentários