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A noiva de quem?

Por Paulo Jonatas da Silva | 28 de Outubro de 2016
 A noiva de quem?

Suponhamos que você conheça uma jovem que está compromissada com um homem muito poderoso e influente. A data do casamento já foi marcada e toda a festa já está toda organizada. Por causa da influencia desse homem, toda sociedade já está ciente desse grande evento. Agora, digamos que você tivesse alguma queixa sobre o comportamento dessa noiva, você teria coragem de denegri-la diante de toda uma sociedade e com isso se opor a esse homem tão influente e poderoso, só porque você tinha uma rixa pessoal com um comportamento dessa noiva? Será que suas preferências pessoais seriam justificativas aceitáveis para denegrir e estragar a trajetória da vida dessa jovem?

Esse contexto é simples, mas expressa com clareza o que tem acontecido em nossos dias. Certamente a noiva não é denominacional ou ambígua, no sentido amplo da palavra, flertando entre o ser histórica ou contemporânea, tradicional ou avivada. A verdadeira noiva de Cristo, não tem tempo a perder com temas banais sobre conceitos e preconceitos religiosos. Ela é a noiva e já foi pedida em casamento. Seu coração está concentrado em se preparar para o dia das bodas. Por se tratar da Igreja, essa noiva está inserida em todos os lugares onde o nome de Jesus é exaltado e onde Ele seja Senhor e Salvador. Pode ser, inclusive, em lugares que jamais imaginaríamos.

Alguns pontos para pensarmos sobre quem somos, ou quem estamos sendo:

1) O justo juiz é o próprio Deus Altíssimo. Se fomos purificados pelo sangue de Jesus, então somos noiva; então quem nos elegeu juiz sobre ela? Se a julgamos, logo, não somos noiva, mas o "INIMIGO" do noivo.

2) Dentro da figura em que fomos constituídos para servir, amar e edificar à Igreja, não faz parte do nosso chamado expô-la, criticá-la ou destruí-la. A Palavra é bem clara quando nos alerta a não tentarmos separar o joio do trigo, esse é o trabalho do justo Juiz. O problema aqui é quando somos "joio", tentando destruir o "trigo".

3) Ninguém em sã consciência se auto-mutila. Nosso censo de sobrevivência sempre vai nos levar a um comportamento de nos auto proteger. Viver atingindo a Igreja é atingir a sí mesmo, caso você seja realmente noiva de Cristo! caso contrário você a atacará e não sentirá nenhuma compaixão.

4) Nosso ministério é o da reconciliação, não o dá destruição. Quem não paga o preço para construir não tem direito algum de opinar. Quem não investe não deve cobrar retorno ou posicionamento algum. Apenas saiba de algo, se alguma obra não for de Deus, Ele mesmo se responsabiliza em finaliza-la. Ele é poderoso e inteligente o suficiente para tomar as melhores decisões.

5) Se a noiva é sua, você a trata como acha que deve tratá-la, mas se a noiva é de Cristo, cuidado! Você não está mexendo com qualquer uma e, saiba, Ele tem investido Nela o suficiente para permitir que qualquer um venha e a machuque.

Deus pedirá conta aos lobos.

Pr. Paulo Jonatas Da Silva


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